Quando o filme termina
Mas o interessante mesmo são os comentários. Alguns saem dizendo que esperavam mais do filme, outros satisfeitos, e uma parte indiferentes. Nunca haverá uniformidade de opiniões porque é da natureza humana perceber as coisas de maneiras diferentes.
Já ouvi comentários bastante negativos sobre um filme que, em minha opinião, aparentemente não merecia. Também já assisti a filmes que me frustraram e que, conversando com amigos me deram opiniões muito diferentes. Creio que o primeiro passo para gostar mais ou menos de um filme é a expectativa que se estabelece ao escolher o que assistir. Claro que a companhia conta muito. Afinal quem não gosta de uma companhia agradável para ir ao cinema e depois sair para jantar?
Você já entrou no cinema para se proteger da chuva? Eu já, e assisti a um bom filme. Talvez tenha sido porque o fiz com baixo nível de expectativa, já que precisava esperar a chuva diminuir para poder seguir meu caminho.
Também presenciei por mais de uma vez pessoas que permaneceram sentadas na poltrona, incrédulas, como se o filme não tivesse acabado. Neste caso, creio que a sensação experimentada foi de desapontamento ou inconformismo com o desfecho da história. Novamente aqui o que chama a atenção é o envolvimento da pessoa com o filme, algo parecido com viver a fantasia mostrada na tela.
Você já deve ter ouvido algo como o livro era melhor. Esta afirmação, em geral, surge quando uma pessoa assiste a um filme depois de ter lido um livro que serviu de base para o roteiro. É claro que quase sempre o livro será melhor, afinal você passa a ser o roteirista, diretor, figurinista, cenógrafo, enfim responsável por traduzir a historia contada no livro para o cinema. Ao ler o livro interpretamos a história em base a fantasias individuais, já no filme, assistimos a historia interpretada por outra pessoa, que nem sempre coincide com a nossa interpretação.
Mas o fato é que um bom filme deixa marcas em quem o viu. Quando digo marcas me refiro a deixar o filme registrado na memória e provocar lembranças mesmo anos depois de ter assistido. Se você tentar resgatar os filmes que te marcaram verá que não são muitos e sempre haverá uma emoção ou razão que te conecta o filme.
Tente lembrar os 10 filmes que mais te impressionaram, depois experimente pensar com quem você assistiu, onde assistiu, em que época, etc. Difícil não é mesmo? Talvez seja porque você não tenha ficado ali sentado após o termino do filme por uns 2 ou 3 minutos refletindo sobre o que viu. Já pensou que legal seria se todos permanecessem na sala e pudessem comentar sobre o filme com a pessoa do lado, mesmo o filme não sendo tão bom? Não se preocupe porque isto não vai acontecer afinal a próxima sessão tem que começar.
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5 respostas para “ Quando o filme termina ”
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10 de Fevereiro de 2010 @ 20:56
Ok. 10 filmes assim de bate e pronto não consigo lembrar. Mas foram quase 10. E olha que não fiz muito esforço e alguns são de quando eu era criança (A Noviça Rebelde, Pele de Asno, O Campeão). Outros da adolescência (Grease) e outros já mais velhinha (O Visitante, Cry Freedom, Lemon Tree, A Partida, Depois da Vida). E vc tem razão. Me “marcaram” por diferentes motivos: a companhia com quem assisti em alguns casos tinha a ver, o que me fizeram sentir e/ou pensar, por terem me surpreendido, por terem me ensinado, por terem marcado um momento de vida, por ter sido indicado por alguém que saberia que eu ia gostar, porque me “transportaram” para outras vidas, sentimentos, situações, etc.. Por isso, mesmo sem a telona e tecnologia dos cinemas de hoje, assistir um filme no DVD em casa sozinha, pode prolongar essa vivência do filme, sem que a pressa porque a outra sessão vai começar.
Qto ao livro ser melhor que o filme, isso normalmente é verdade porque o livro te faz entrar mais na estória e no cinema, como tem que caber em 2 horas, perde-se os detalhes e a sutileza que o livro te dá.
12 de Fevereiro de 2010 @ 13:02
Amei… e fiquei a pensar, refletindo, esse é um bom tema..eu pessoalmente fico, sempre quero ver todos os créditos passarem na tela, isso enriqueçe mais a obra, ou melhor o meu conhecimento sobre…. estou querendo lembrar dos meus 10…..
bjs
Rose
12 de Fevereiro de 2010 @ 15:52
Oi Luiz,
tenho uma dica de documentário que segura o pessoal na poltrona até o final! “A todo volume” (It might get loud), um encontro de três guitarristas fantásticos: Jimmy Page, The Edge e Jack White. Infelizmente, está passando apenas no Unibanco Arteplex, no Frei Caneca…
Olha… sou uma pessoa mais feliz depois de assitir esse documentário…!
Altamente recomendável!
Assistam e sejam felizes também!
Abç,
Carol.
16 de Fevereiro de 2010 @ 11:26
Fiquei exatamente assim, colada na poltrona do cinema depois que assisti Avatar. Mas não porque fiquei desapontada com o filme, mas porque fiquei desapontada de ter que voltar ao mundo real… Estava tão bom lá! Como fui com o meu esposo e mais um casal de amigos, tive a oportunidade de sair do cinema, ir a um restaurante e comentar o filme durante uma hora inteira, até voltar ao mundo real. Ah! E quem disse que o nosso mundo é o real??? Recomendo o filme a todos, especialmente se puder ver em 3D no iMax!
20 de Fevereiro de 2010 @ 21:30
É verdade, isso sempre acontece!! Concordo também que, ir ao cinema bem acompanhada é muito bom até pra conversar sobre o filme…Já fui ao cinema sozinha e é frustrante não ter com quem comentar na saída…rs
Um abraço!
Sol