Sutiã: símbolo da feminilidade

Como resultado, a indústria da estética se estabeleceu com produtos, tratamentos e cirurgias plásticas que se propõem a atender esta tendência da moda. Seios grandes, redondos e rijos a custa de uma violência sem precedentes se transformou na solução para as mulheres mais abastadas. Para as que contavam com menos recursos, alternativas como sutiãs com bojo, enchimento, design para levantá-los, dentre outros foram criados.
A história do sutiã é muito antiga e permeada de contradições, sempre fazendo parte da evolução da moda feminina. A maneira como os seios foram comprimidos, liberados, erguidos e moldados, revela como a mulher desempenhou o seu papel na sociedade ao longo da história em diferentes períodos.
No império romano a moda era os exíguos bustiês, já na Renascença do século XV o peito das mulheres era literalmente esmagado com coletes de grosso tecido. Na Revolução Francesa os seios saltaram para fora. O século XIX torna aprisioná-los com espartilhos, torturando as mulheres a ponto de deixá-las praticamente sem fôlego, embora com cintura fina e peito erguido.
Logo após a primeira guerra mundial, as mulheres foram libertadas e entraram em cena os seios soltos e cobertos por leve lingerie. Nos anos seguintes estilistas criaram sutiãs modeladores que erguiam e separavam os seios. Na década dos 50s as peças ficaram mais sedutoras, modelando seios pontudos que valorizavam as mulheres de seios fartos. Mas a grande revolução veio na década dos 60s onde os tradicionais sutiãs que eram considerados símbolo da opressão masculina, literalmente foram para na fogueira e desde então nunca mais foram os mesmos.
O sutiã transformou-se de coadjuvante roupa de baixo em protagonista do figurino da mulher com lingeries sensuais. Antes escondido, hoje é usado até como roupa de cima. Tornou-se um aliado na busca da beleza, do conforto e da sedução feminina. Não acredito que pode exercer o mesmo papel para os homens, embora no Japão, um dos produtos mais vendidos numa loja on-line de lingerie é o sutiã para homens. Pode?
Peça impar no guarda-roupa de toda mulher, o sutiã continua, mais de um século depois de seu surgimento, aliando conforto e sedução, mexendo com o imaginário masculino e encantando mulheres do mundo inteiro. Além da sofisticação e qualidade que permite levantar, aumentar, separar, juntar os seios, o sutiã tem forte apelo ao fetiche.
Para o homem o erotismo e sensualidade ligados ao sutiã ganha incomparáveis contornos de fantasia e desejo. Talvez seja porque esta peça tenha estrita relação com a mulher, talvez seja por conta de sua ausência. A mulher, por sua vez, também sempre soube explorar a sensualidade, que o diga Marylin Monroe que quando foi perguntada sobre o que ela usava para dormir, respondeu sem pestanejar “duas gotas de Channel número 5.
Aproveito aqui para desejar o melhor para todas as mulheres do mundo, não apenas no Dia Internacional da Mulher, mas todos os dias da vida. Afinal se não fosse por uma mulher nenhum de nós estaria aqui.
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3 respostas para “ Sutiã: símbolo da feminilidade ”
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8 de Março de 2010 @ 18:02
Adorei… cheio de informações esclarecedoras.É de fato e de longe a peça realmente mais sensual do vestuário feminino,tem graça, mistério, malícia ..tudo…mas o importante é que mudou a medida que nós fomos mudando….
mas ainda tem muito a trilhar….
abraços e obrigada,
Roseane
9 de Março de 2010 @ 00:24
Muito interessante …essa peça de nosso vestuário, além de todo o mistério e encanto que a envolve, permeia o imaginário feminino desde quando menina ainda, anseia pela possibilidade de poder utilizá-lo e assim sentir-se mulher, poderosa, sedutora…
Abçs e obrigada
Lucienn
23 de Março de 2010 @ 21:15
Pois Luis, pois é. As mulheres sacaneiam a gente desde i Império Romano. Mas o que a gente quer mesmo, é vê-las sem eles.
Abraçao e um grande dia 8 a todas as mulheres.