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Liberdade absoluta?

Seringa Letal - Seringa Letal

A liberdade não é um dom, a liberdade é um direito, por isso, todos temos a liberdade de fazer escolhas, mas será esta uma verdade absoluta? Posso, por exemplo, decidir livremente quando e como morrer? Em princípio sim, mas embora simples esta não é uma pergunta fácil de responder, pois envolve muitos outros aspectos que vão além do filosófico.

A prática do suicídio não é algo novo para o homem que vive em sociedade, mas invariavelmente encontra resistências em aceitar esta prática. Mesmo em casos de criminosos que recebem uma injeção letal como pena de morte, em geral, isto não é bem aceito em nosso meio. O que dizer então de um local onde uma pessoa possa confortavelmente – se é que a morte pode ser confortável – morrer?

Pois bem, na Suíça esta prática é amparada pela lei, com isso atrai milhares de pessoas para o que se convencionou chamar de “turismo da morte”. A legislação suíça permite o suicídio assistido desde que não seja praticado por um médico, e que a pessoa que decide morrer apresente um motivo forte para tal.

Para além dos suicídios assistidos há também outra forma de morrer por encomenda, trata-se da eutanásia. Existe uma tênue fronteira entre estes dois. A eutanásia exige que outra pessoa que não o próprio administre ativamente a droga mortal, por exemplo, que um médico a injete por via endovenosa. Três países - a Bélgica, o Luxemburgo e a Holanda - já legalizaram a eutanásia. Contudo, estas leis apenas contemplam atos praticados por médicos exclusivamente em doentes terminais. Na Suíça a eutanásia, a ação direta realizada por terceiros sobre alguém que quer morrer não é permitida, mas não é criminalizada. Ler mais

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Quando o filme termina

oldfilmreel 10 - oldfilmreel 10
Você já reparou o que acontece, no cinema, quando o filme termina? Muitas pessoas saltam da poltrona e rapidamente buscam a saída da sala de projeção, outros ficam sentados ainda vendo o que seria o restante do filme, ou seja, os créditos. O interesse vai desde quem são os artistas coadjuvantes – uma vez que supostamente os protagonistas do filme são conhecidos de antemão – até curiosidades como onde o filme foi rodado, qual é a base do roteiro, de quem são as musicas, figurino, etc.

Mas o interessante mesmo são os comentários. Alguns saem dizendo que esperavam mais do filme, outros satisfeitos, e uma parte indiferentes. Nunca haverá uniformidade de opiniões porque é da natureza humana perceber as coisas de maneiras diferentes.

Já ouvi comentários bastante negativos sobre um filme que, em minha opinião, aparentemente não merecia. Também já assisti a filmes que me frustraram e que, conversando com amigos me deram opiniões muito diferentes. Creio que o primeiro passo para gostar mais ou menos de um filme é a expectativa que se estabelece ao escolher o que assistir. Claro que a companhia conta muito. Afinal quem não gosta de uma companhia agradável para ir ao cinema e depois sair para jantar? Ler mais

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Sem etiqueta, sem preço

Stradivarius - Stradivarius
Não é de hoje que se sabe que as pessoas estão acostumadas a valorizar as coisas dentro de contextos muito bem definidos e conhecidos. Um quadro é mais valorizado quando possui moldura, mesmo que a moldura seja produzida em série. Da mesma forma duas peças de roupa produzidas com o mesmo material e estilo, podem ter valores muito diferentes dependendo da etiqueta.

A palavra moldura traduzida para o espanhol é marco, que realmente define muito bem o papel da moldura em uma obra de arte, que é o de marcar ou delimitar o trabalho e não fazer parte da obra. A obra tem aspectos intangíveis que jamais poderiam ser carregados em uma moldura.

Em 2007, o jornal Washington Post lançou um debate sobre valor, contexto e arte. Com este propósito pediu que um músico famoso tocasse algumas peças de música clássica no horário de rush, na estação do metro L’Enfant Plaza em Washington. Mais de 1.000 pessoas passaram por ali durante os 43 minutos que este musico tocou, e pouca ou nenhuma importância deram ao músico.

Mas o que ninguém sabia era que o musico se tratava de Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num raríssimo, Stradivarius de 1713, estimado em 3,5 milhões de dólares. No entanto, Bell estava vestido em roupas comuns, calça jeans, camiseta e boné, e não havia nenhuma etiqueta para identificar quem era aquele artista. Ler mais

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Obesidade e auto-estima

Cada vez que venho para os Estados Unidos fico chocado com o nível de obesidade da população, mas desta vez presenciei uma cena que poderia definir como deprimente. Uma mulher obesa, relativamente jovem, deixou cair uma revista de sua mão e simplesmente não conseguia pegar. Ensaiou, tentou, empurrou a revista com os pés, mas não encontrou maneira de pega-la. Ao assistir tremenda tortura me apresentei, apanhei a revista e entreguei para ela.

Isto me fez refletir porque estas pessoas estão se matando através de hábitos pouco saudáveis de alimentação. Pensei que poderia ser por uma falsa sensação de poder, que viria de um passado remoto onde havia escassez de comida, mas logo conclui que não era este o caso, senão a Europa teria muito mais problemas de obesidade, o que não é verdade.

A realidade cruel é que além da alimentação, o povo americano é muito sedentário por questões culturais. Não se anda a pé neste pais, tudo que se faz é de automóvel. Raramente se vê uma pessoa caminhando fora das áreas centrais. Tudo é feito para que as pessoas não façam esforço físico. Ler mais

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Feliz Ano Novo

Relogio - Relogio
Otimista incorrigível todas as manhas desperto pela força luz e levanto motivado pela esperança de paz e felicidade entre os humanos. Isto faz com que não me dê conta dos dias passando, já que não gosto de pensar muito alem do dia seguinte. Como humano que sou respeito meu corpo e aceito minhas limitações. Sou feliz por viver, enxergar, andar, ouvir, comer o que tenho vontade, dormir, sonhar, amar, enfim fazer tudo aquilo que aos humanos corresponde.

Não creio que a felicidade tenha a ver com dinheiro, mas com o estado de espírito e equilíbrio entre o sonho e o realizável. As coisas só se tornam importantes quando atribuímos valor, e cada qual têm o livre arbítrio para fazer suas escolhas, que por sua vez trazem conseqüências. Daí a importância das escolhas serem feitas em base a valores e princípios individuais.

Valorizar o que é importante ajuda a alcançar o equilíbrio necessário para lutar por aquilo que realmente vale à pena. Com o fechar das cortinas de mais um ano, abre-se espaço para refletir sobre a maneira como estamos priorizando nossas vidas e fazendo escolhas.
Vivo meus dias, em sequencia, em paz, de bem com a minha alma. Decidido, escrevo a minha história com as mãos firmes e o coração aberto. O desconhecido não me assusta, ao contrário, me motiva a buscar o novo. Trago comigo a irreprimível esperança de justiça e igualdade e mil planos por concretizar. Ler mais

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O fiasco de Copenhague

cop15 logo img - cop15 logo img
Como previsto em artigo publicado neste blog no dia 17 de novembro, a conferencia do clima de Copenhague - COP 15 terminou ontem deixando como resultado um documento político débil. Sem consenso, a conferencia foi marcada por omissões e desentendimentos entre os países participantes, culminando com um acordo vago e muito pouco útil ao planeta.

Embora todos concordem com a urgência de ações para conter o aquecimento global, cada pais tratou de proteger sua agenda interna, transformando aquilo que poderia ser um acordo histórico em uma carta de intenções, que não define o que nem como fazer. O documento está permeado de termos genéricos, como reduções significativas, sem gerar nenhum compromisso vinculante de reduções, deixando as decisões para a próxima conferencia que vai acontecer no México no final de 2010.

Como esperado os Estados Unidos e a China foram os grandes opositores a um acordo por imposição das agendas domesticas de ambos os países que insistem no uso de uma matriz energética extremamente suja. O Brasil, a Índia e a África do Sul ajudaram na articulação do documento final, que acabou sendo aprovado sem consenso pelos países participantes da conferencia. Ler mais

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Quando Papai Noel cai da chaminé

Noel - Noel
Na minha infância, percebia que o Natal estava chegando pela televisão e pelos adornos que começavam a ser colocados na cidade. As luzinhas eram colocadas apenas nas arvores dentro das casas e não por todo canto como agora. Os enfeites eram meio primários, bolas de vidro, neve – em pleno verão – de isopor e algodão, grama sintética, meia de lã, etc., mas nada disto tirava o encanto das festas natalinas. Enfeitar a “arvore de Natal” era um evento que reunia toda a família e o clima era de alegria e confraternização.

Mas o grande símbolo do Natal era o Papai Noel, que se encarregava de trazer os brinquedos das crianças em qualquer parte do mundo. Segundo meus pais diziam ele entrava nas casas pela chaminé e como a minha casa não tinha, a minha pergunta óbvia foi: como ele vai entrar em casa? Com a resposta na ponta da língua, meus pais disseram que ele entraria pelo telhado, já que ele tinha muita habilidade de andar sobre os telhados das casas. Bastou, não precisava de provas, apenas a palavra deles.

Era compreensivo, mesmo quando pedia um brinquedo grandioso e me era dado um presente mais modesto. Pensava que se não havia recebido o presente que pedi era porque não merecia, portanto tinha que fazer melhor as minhas tarefas e tratar melhor as pessoas, de forma a ser agraciado com o presente desejado no próximo ano.

Uma das grandes decepções, talvez a maior, vivida na minha infância foi descobrir que Papai Noel não existia. Acho que me senti meio idiota, já que foram muitas as cartinhas que escrevi com pedidos para o velhinho de roupas vermelhas e barba branca que morava no pólo norte. Ler mais

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Guilt or Not Guilt

12Homens - 12Homens
Almoçando hoje em uma praça de alimentação de um shopping center não pude deixar de ouvir uma conversa de um grupo de rapazes em uma mesa ao lado. Estavam em sete, todos empregados de uma rede de supermercados, e calorosamente discutiam maneiras de como lidar com o chefe. Ensaiavam uma conversa que pretendiam levar com ele, que na visão deles era incompreensivo e não reconhecia o trabalho do grupo.

Quando o rapaz que parecia ser o líder do grupo, que se mostrava bastante agressivo, pareceu convencê-los de que deveriam se reunir com o chefe naquela tarde e pressioná-lo a mudar de atitude, mesmo que isto significasse colocar o emprego deles em risco, um dos garotos demonstrou não estar convencido que aquela era a melhor maneira de agir. Diferentemente do rapaz que polarizava a discussão, este era mais tranqüilo e falava baixo. Então questionou se todos se sentiam confortáveis a pressionar o chefe, e todos – talvez por sentirem a pressão do líder – disseram que sim.

Então veio a pergunta fatídica do rapaz que se sentia desconfortável com a situação, mas não se alinhava com a estratégia defendida pelo resto do grupo: O que vocês fariam no lugar do chefe, se sete pessoas de sua equipe te procurassem para “exigir” mudanças de tratamento? Ler mais

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A retórica verde

Life Tree 1 - Life Tree 1
Como diz Caetano Veloso na musica Sampa: “Da força da grana que ergue e destrói coisas belas”, pois bem, cada vez fica mais claro que muito pouco se pode fazer contra interesses de poderosos endinheirados. Que o diga a África subsaariana.

Como já se vinha prevendo, em face de dificuldades de alinhamento de interesses de poderosas economias, a expectativa de um acordo, em 2009, visando reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa ficou para o próximo ano. Assim, a reunião COP-15 prevista para dezembro em Copenhague, deve resultar apenas em uma declaração “politicamente vinculante”, ou seja, um acordo pouco especifico e não obrigatório.

Basicamente isto acontece porque os Estados Unidos – pais que responde por quase um quarto das emissões globais – está encontrando dificuldades para aprovar, no congresso, legislação especifica para controle de emissões. Sem o compromisso dos norte-americanos de diminuir suas emissões, os demais países resistem a firmar compromissos de redução de gases de efeito estufa.

Além dos Estados Unidos, países como a China e a Índia também resistem a adotar compromissos sobre emissões. Situação que se agravou depois da crise financeira mundial, dado que na visão destes países, controlar as emissões significa reduzir crescimento. Visão de curto prazo, que somente levará a mais destruição. Ler mais

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O riso do Palhaço

Arrelia - Arrelia
Boas são minhas lembranças de infância quando chegava um circo no bairro. Era fantástico ver a lona sendo erguida até tomar sua forma redonda e multicolorida do circo. Você já se deu conta que o circo é sempre redondo? Creio que o propósito disto seja proporcionar a aproximação. Desta forma, é possível que as pessoas se vejam independentemente de onde estejam sentadas.

A expectativa da estréia era enorme e parecia nunca chegar. Enfim é chegado o grande dia. Musica alegre nos alto-falantes, pipoca, balões, amendoim, maçã do amor, tudo que faz parte da magia do circo.

No picadeiro trapezistas, mágicos, domadores tornavam o espetáculo encantador, mas nada era igual ao palhaço, que tinha o poder de arrancar risos sem dizer palavra. A cara pintada, as traquinagens no picadeiro, as piadas ingênuas tornavam o palhaço a atração principal do circo.

O palhaço tem o dom de despertar a alegria que dorme dentro do mais sisudo dos homens, da mais triste criança, velhos e jovens. Quando criança acreditava que os palhaços não choravam, não ficavam velhos e dormiam de cara pintada. Ler mais

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